De dois em dois,
de cita em cita
nessa hora maldita
que eu começo lembrar.
De dois em dois, essa brunetta,
dins seus llençols
sembla ninetta,
nas suas mãos
es cobija y desmelena
el silenci i el rubor
d´els ulls…
de la meva Elena.
Elena, Elena, Elena, Elena.
Sim mais ração
que concorde na ilusão
do desconsolo,
a distância que no solo
permite lhe ser canção.
El cor i el dol
l´amor i la mort
o mezanino
d´aqueles olhos,
pretos com o carvão,
d´aquela pell brunelha,
aquela nit de primavera,
no violão na mão
dessechant o cor,
d´uma noite em ela,
com a olhada vermelha,
hoje, mesmo vou lembrar,
Elena…
Elena… Elena… Elena… Elena.
Nunca chegou a sonhar,
nenhuma titella
quis olhar mas
n´aquela estrela.
Hoje…
o vento doce do mar
em fala dela,
as minhas mãos tremulant,
assinariam ficar,
ainda
na meva Elena.
Elena… Elena… Elena… Elena.
J. Cruz, 2013